O prazo de uma obra não depende apenas da quantidade de profissionais ou do tamanho do projeto. O planejamento, a organização das etapas e a escolha dos equipamentos também podem influenciar diretamente a velocidade de execução.
Utilizar uma ferramenta inadequada, depender de processos manuais quando existe um equipamento apropriado ou não planejar a disponibilidade das máquinas necessárias pode provocar atrasos, interrupções e até retrabalhos.
Por isso, escolher o equipamento certo para cada etapa é uma decisão que deve fazer parte do planejamento da obra.
1. O equipamento certo pode tornar o trabalho mais produtivo
Cada serviço possui características próprias e pode exigir ferramentas ou equipamentos específicos.
Uma demolição, por exemplo, pode ser muito mais demorada quando realizada com ferramentas inadequadas. Da mesma forma, a preparação manual de grandes volumes de concreto ou argamassa pode exigir mais tempo do que a utilização de um equipamento apropriado.
Entre as atividades que podem exigir equipamentos específicos estão:
- Demolição;
- Perfuração do solo;
- Preparação de concreto e argamassa;
- Compactação do terreno;
- Adensamento do concreto;
- Trabalhos em altura;
- Corte e desbaste de materiais;
- Acabamentos e lixamento.
A escolha correta permite que cada atividade seja realizada com o equipamento desenvolvido para aquela finalidade.
As referências técnicas do SINAPI, sistema mantido pela CAIXA e pelo IBGE, consideram máquinas e equipamentos como elementos importantes na composição dos custos e na análise dos tempos necessários para a execução dos serviços. A metodologia também diferencia períodos produtivos e improdutivos dos equipamentos.
2. Um equipamento inadequado pode atrasar toda a sequência da obra
Em uma obra, muitas etapas dependem da conclusão de outras.
Se a preparação do terreno atrasar, por exemplo, outras atividades podem precisar esperar. Se a demolição levar mais tempo do que o previsto, o cronograma das etapas seguintes também pode ser impactado.
Isso significa que um atraso aparentemente pequeno pode se acumular ao longo do projeto.
Imagine uma situação em que o solo precisa ser compactado antes da execução de uma nova etapa. Realizar o serviço com um método inadequado pode aumentar o tempo necessário e atrasar todas as atividades seguintes.
Por isso, antes de começar, é importante avaliar:
- Qual serviço será realizado;
- Qual equipamento é adequado para a atividade;
- Quanto tempo será necessário para concluir o trabalho;
- Quando o equipamento deverá estar disponível;
- Quais atividades dependem da conclusão daquela etapa.
3. Improvisar pode gerar retrabalho
Utilizar uma ferramenta para uma finalidade diferente daquela para a qual foi projetada pode prejudicar a qualidade da execução.
Quando um serviço apresenta problemas e precisa ser refeito, o impacto não está apenas no material perdido. O retrabalho também pode aumentar o tempo de mão de obra, interromper outras atividades e exigir novamente equipamentos e materiais.
Por isso, tentar economizar utilizando uma solução improvisada pode acabar gerando um custo maior no final.
A verdadeira economia está em utilizar os recursos adequados desde o início e reduzir as chances de precisar refazer o serviço.
4. Equipamentos diferentes atendem a necessidades diferentes
Não existe um único equipamento capaz de atender todas as etapas de uma obra.
Cada máquina possui uma função específica.
Um martelo demolidor, por exemplo, é utilizado em serviços de demolição. Um compactador de solo é destinado ao adensamento do terreno. Uma betoneira pode facilitar a preparação de concreto e argamassa, enquanto um vibrador de concreto auxilia no adensamento da mistura após o lançamento.
Da mesma forma, andaimes podem facilitar o acesso a trabalhos realizados em altura, enquanto um perfurador de solo pode tornar mais prática a abertura de furos para determinadas aplicações.
Escolher o equipamento correto significa analisar a necessidade real da obra em vez de simplesmente utilizar a ferramenta que está disponível.
5. O tamanho e a capacidade do equipamento também fazem diferença
Não basta escolher o tipo certo de equipamento. É importante verificar se ele possui capacidade adequada para a demanda do serviço.
Uma máquina com capacidade insuficiente pode exigir mais ciclos de trabalho e aumentar o tempo necessário para concluir uma etapa.
Por outro lado, escolher um equipamento muito maior do que a necessidade da obra pode representar custos e dificuldades desnecessárias.
O ideal é buscar equilíbrio entre:
- Volume de trabalho;
- Características do serviço;
- Espaço disponível;
- Capacidade do equipamento;
- Prazo da obra;
- Quantidade de profissionais envolvidos.
As metodologias do SINAPI utilizam coeficientes de eficiência e tempos produtivos e improdutivos dos equipamentos justamente porque o desempenho das máquinas influencia a composição dos serviços e seus custos.
6. A disponibilidade do equipamento também precisa ser planejada
De nada adianta definir qual equipamento será utilizado se ele não estiver disponível no momento necessário.
Por isso, a escolha do equipamento deve estar relacionada ao cronograma.
Antes de iniciar uma etapa, é importante saber:
- Quando o equipamento será necessário;
- Por quanto tempo ele será utilizado;
- Quais serviços precisam estar concluídos antes;
- Se haverá profissionais disponíveis para executar a atividade;
- Se o local está preparado para receber e utilizar a máquina.
Esse planejamento ajuda a evitar situações em que a equipe está parada aguardando o equipamento ou, ao contrário, o equipamento está disponível enquanto o serviço ainda não pode começar.
7. A locação pode ajudar no planejamento do prazo
Para muitas obras e reformas, determinados equipamentos são necessários apenas durante uma etapa específica.
Comprar uma máquina pode não ser a melhor solução quando ela será utilizada durante poucos dias.
Nesse caso, a locação permite planejar o uso do equipamento de acordo com o cronograma da obra.
Uma reforma pode precisar de um martelo demolidor no início, de uma betoneira durante a construção, de um vibrador de concreto durante a concretagem e de uma lixadeira na fase de acabamento.
Com a locação, é possível utilizar diferentes equipamentos conforme a necessidade de cada etapa.
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8. Equipamento parado também pode representar perda de tempo e dinheiro
O planejamento deve evitar tanto a falta quanto a utilização desnecessariamente prolongada de equipamentos.
Quando uma máquina fica parada porque uma etapa anterior não foi concluída, o cronograma pode estar sendo prejudicado.
Por isso, organizar corretamente a sequência dos serviços ajuda a aproveitar melhor o período de utilização de cada equipamento.
O ideal é que o local esteja preparado, os materiais estejam disponíveis e a equipe esteja pronta para executar o serviço quando o equipamento chegar à obra.
9. Segurança e operação correta também influenciam o cronograma
Utilizar o equipamento de forma inadequada pode causar falhas, interrupções e acidentes.
Além de atrasar o serviço, problemas de operação podem gerar danos ao equipamento e exigir a paralisação da atividade.
Por isso, antes de utilizar qualquer máquina, é importante:
- Conhecer sua finalidade;
- Verificar suas condições de utilização;
- Seguir as orientações do fabricante;
- Utilizar os equipamentos de proteção necessários;
- Não improvisar adaptações;
- Operar a máquina de maneira adequada.
A produtividade não deve ser buscada às custas da segurança.
Como escolher o equipamento para evitar atrasos?
Antes de definir qual equipamento será utilizado, faça algumas perguntas:
Qual é o serviço?
Entenda exatamente qual atividade será executada.
Qual equipamento foi desenvolvido para essa tarefa?
Evite improvisações e ferramentas inadequadas.
Qual capacidade é necessária?
O equipamento precisa ser compatível com o volume e a intensidade do trabalho.
Quanto tempo será necessário para executar o serviço?
Essa informação ajuda a organizar o cronograma e o período de locação.
O local está preparado?
Verifique espaço, energia elétrica, acesso e demais condições necessárias.
Quem vai operar o equipamento?
A operação deve ser realizada por pessoas que conheçam os procedimentos adequados.
Escolher bem é também ganhar tempo
A escolha do equipamento pode parecer um detalhe dentro de uma obra, mas pode influenciar diretamente a produtividade e o andamento das etapas.
Um equipamento inadequado pode tornar um serviço mais lento. Uma capacidade insuficiente pode aumentar o número de ciclos necessários. A falta de planejamento pode deixar equipes aguardando e provocar atrasos em sequência.
Por outro lado, quando a obra conta com o equipamento adequado, disponível no momento certo e utilizado corretamente, o trabalho tende a ser mais organizado e eficiente.
Os dados e metodologias do SINAPI mostram a importância dos equipamentos e dos tempos produtivos e improdutivos na composição dos custos dos serviços. Além disso, o sistema é utilizado como referência para análise de custos e orçamentos da construção civil.
Conclusão
Cumprir o prazo de uma obra depende de planejamento, organização e boas decisões em cada etapa.
A escolha do equipamento correto pode ajudar a tornar os serviços mais eficientes, reduzir improvisações, evitar retrabalhos e organizar melhor o cronograma.
E, quando determinado equipamento será utilizado apenas durante uma etapa, a locação pode facilitar esse planejamento.
Em vez de comprar diversas máquinas para mantê-las paradas após o serviço, é possível avaliar quais equipamentos serão necessários em cada momento da obra e alugá-los pelo período adequado.
Antes de começar um serviço, escolha o equipamento certo. Uma boa decisão pode fazer diferença no ritmo da obra e ajudar a evitar atrasos desnecessários.

